“O nosso roteiro de cooperação 2030 não pode ser um simples instrumento técnico. Tem de ser um guia vivo que articule planeamento energético para a transição energética com justiça climática, desenvolvimento económico com inclusão, inovação com identidade e, acima de tudo, transversalidade”, defendeu a presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Mayra Pereira, na abertura do evento.
“E, mais do que isso, deve-se apoiar a criação de plataformas nacionais que alinhem as prioridades locais com o financiamento internacional, promovendo uma coordenação eficaz entre governos, parceiros de desenvolvimento, sector privado e sociedade civil para que os recursos cheguem onde realmente são precisos”, acrescentou.
A presidente da ALER defendeu que a mobilização do financiamento climático deve também ser acompanhada por processos que ajudem a enfrentar o peso que a dívida pública produz nos países da CPLP.
O ministro das Infraestruturas de São Tomé e Príncipe, Adelino Cardoso, considerou que as “mudanças climáticas compõem uma das maiores ameaças” desta era, “com impacto nefasto” que também aflige os países da CPLP, por isso defendeu que a cooperação se apresenta como ferramenta essencial para seu controle.
“Estamos comprometidos em assegurar a transição para fontes de energias renováveis que permitirão reduzir a dependência de combustíveis fósseis e garantir que a CPLP se torne um exemplo global de inovação e sustentabilidade. A implementação de projetos de energia solar, eólica, biomassa e até mesmo hidrogênio verde será a chave para alcançar estes objetivos”, ressaltou Adelino Cardoso, citado pela Lusa.
Fonte: Forbes África Lusófona