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Gil, Nando e Gal em Portugal
 

“Este é um projeto mais roqueiro, pela presença do Nando Reis, que foi o baixista da banda Titãs, ainda que tenha incursões variadas da música popular do Brasil, um projeto ao qual tanto eu como Gal nos associamos, tanto mais que a Gal teve um passado importante no ‘rock n’roll’”, disse Gilberto Gil à agência Lusa, acrescentando que, desde a apresentação do projeto, muita coisa se foi alterando”.

E continuou: “Trinca de Ases são três mosqueteiros, três patetas, três poetas da canção, como se descrevem no verso da canção, e que se juntaram não só para celebrar a história de cada um, como também para cantar novos temas que surgiram deste encontro feliz de amigos – a Gal, de longa data, e o Nando, de há 20 anos”.

Sobre o espetáculo que vão apresentar em Portugal, Gil disse “que está muito distante do que foi inicialmente apresentado, daquele embrião, que apresentamos em Brasília”, em 2016, no centenário do nascimento do combatente pela democracia. Hoje se transformou numa peça completamente independente dessa vinculação a Ulysses Guimarães, que qualificou como “um personagem político importante”.

Vir a Portugal é essencial para os músicos brasileiros, disse Gil, que foi ministro da Cultura do Brasil entre 2003 e 2008, e que qualificou como “visceral” a ligação a Portugal. “São vínculos que estão nos nossos ossos, nos nossos músculos, nas nossas vísceras, até pela língua e pela cultura global que é a portuguesa”, argumentou.

Quanto à escolha do título “Trinca de Ases” para o espetáculo, disse à Lusa, que são “três ases num jogo duro, entre uma moça e dois rapazes” que, em conjunto, somam mais de 140 anos de carreira.

Fontes: Coliseu e Portugal Digital

 
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