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O mês de Cabral
 

Pedro Álvares Cabral foi um fidalgo e navegador português, comandante da segunda viagem marítima da Europa à Índia, viagem em que se chegou ao Brasil, a 22 de Abril de 1500.

Quando Vasco da Gama voltou das Índias escreveu ao Rei D. Manoel pedindo para nomear Cabral a Comandante da expedição que para lá havia de seguir. No dia 9 de março de 1500 a esquadra partiu, após missa solene na ermida do Restelo, à qual compareceu o Rei e toda a Corte.

Era a mais bem equipada armada do século XV, integrada por dez naus e três caravelas, transportando de 1.200 a 1.500 homens, entre funcionários, soldados e religiosos. Era integrada por navegadores experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho.

A grande Canária era avistada no dia 14 do mesmo mês, e no dia 22 de março a esquadra avistava o Cabo Verde. Desse lugar tomou a direção do Ocidente, com o pensamento de efetuar o reconhecimento das terras que se acharam próximas das Tordilhas. Um forte temporal castigou a viagem naquela região, e por fim afastaram-se da costa da África em direção contrária, e a esquadra vagou 43 dias.
Em 22 de abril, após 43 dias de viagem, tendo-se afastado da costa africana, avistou o Monte Pascoal no litoral sul da Bahia. No dia seguinte, houve o contato inicial com os indígenas. A 24 de abril, seguiu ao longo do litoral para o norte em busca de abrigo, fundando na atual baía de Santa Cruz Cabrália, nos arredores de Porto Seguro, onde permaneceu até 2 de maio.

Cabral tomou posse, em nome da Coroa portuguesa, da nova terra, a qual denominou de "Ilha de Vera Cruz", e enviou uma das embarcações menores com a notícia, inclusive a Carta de Pero Vaz de Caminha, de volta ao reino. Retomou então a rota de Vasco da Gama rumo às Índias. Ao cruzar o cabo da Boa Esperança, quatro de seus navios se perderam, entre os quais, ironicamente, o de Bartolomeu Dias, navegador que o descobrira em 1488.

Cabral chegou a Lisboa a 31 de julho de 1501, sendo aclamado como herói, não obstante o fato de, das 13 embarcações, terem regressado apenas quatro.

Assim o Brasil foi descoberto por um homem de cultura, descendente de uma família nobre, educado na Corte de Afonso V. Ali recebeu instrução científica, histórica, aprendeu a manejar as armas recebendo instrução para viver na Corte.

Convidado pelo soberano para comandar a nova expedição ao Oriente em 1502, Cabral desentendeu-se com o monarca acerca do comando da expedição: tendo recusado a missão, veio a ser substituído por Vasco da Gama. Em desgraça perante o soberano, não recebeu mais nenhuma missão oficial até ao fim da vida.

Em 1503 desposou D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, deixando descendência. Em 1518 era cavaleiro do Conselho Real. Foi ainda senhor de Belmonte e alcaide-mor de Azurara. Faleceu esquecido e foi sepultado na Igreja da Graça cidade de Santarém, segundo alguns em 1520, ou, segundo outros, em 1526.

 
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