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20 anos sem Amália
 

Amália nasceu em Lisboa, em julho de 1920 e aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana e brasileira).

Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, e Pedro Homem de Mello entre outros.

Entre as canções por Amália interpretadas, são bem conhecidas: “Lisboa Antiga”, “Foi Deus”, “Coimbra” (também conhecida como “Abril em Portugal”), “Barco Negro”, “Canção do Mar”, “Nem as Paredes Confesso”, “Lisboa, Não Sejas Francesa”, “Arranjuez, mon amour” (versão francesa do “Concierto de Aranjuez”, de Joaquín Rodrigo), “Vou Dar de Beber à Dor” e “Com que Voz”.

Em seis de outubro de 1999 Amália Rodrigues morre, em sua casa, repentinamente, ao início da manhã, com 79 anos, poucas horas depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. Imediatamente, o então primeiro-ministro, Antônio Guterres, decreta Luto Nacional por três dias. No seu funeral, centenas de milhares de lisboetas descem à rua para lhe prestar uma última homenagem. Foi sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa e dois anos depois, em Julho de 2001, o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa, onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade.

A verdade é que Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris, propagando a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado.

 
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